segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Diz o que bebes, digo o teu peso

O consumo de sumos açucarados, como refrigerantes, por crianças está relacionado com uma maior quantidade de gordura corporal durante os dez anos seguintes, segundo um estudo realizado por Laura Fiorito, da Pennsylvania State University.
A equipa de investigadores analisou aquilo que beberam 166 crianças entre os cinco e os 15 anos. Tiveram em conta o seu peso, altura e gordura corporal. As crianças que consumiam duas ou mais bebidas açucaradas por dia têm maior percentagem de gordura e um peso mais elevado. Por outro lado, as crianças que preferiam o leite ou os sumos naturais sem açúcar, apresentaram um peso mais controlado e indicado para a sua idade.
O risco para a saúde das doenças provocadas pelo excesso de peso deve ser tomado em conta desde crianças. O melhor é preferir sempre o leite e a água, ao invés de bebidas com muito açúcar.

2 comentários:

APLeite disse...

Por curiosidade, hoje cruzei-me com esta noticia, referente a um artigo da revista Nature que saiu esta semana: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/12/091206162957.htm

"British researchers report that a 16p11.2 deletion is associated with severe early-onset obesity. That deletion, as they say in Nature, includes the SH2B1 gene that is involved in leptin and insulin signaling."

Ana Ribeiro disse...

Um grupo de investigadores da Universidade de Cambridge descobriu aquilo que acreditam ser a causa genética para a obesidade infantil. Os investigadores da Universidade de Cambridge analisaram o genoma completo de 300 crianças com o objectivo de detectar ausências ou duplicações do ADN. Ao compararem os perfis de ADN de crianças obesas e de voluntários com um peso dentro dos parâmetros normais, os cientistas detectaram, nas amostras do primeiro grupo, a ausência de certas partes do genoma.
Sadaf Farooqi, coordenador do estudo, explicou que “os resultados sugerem que o gene específico localizado no cromossoma 16, denominado SH2B1, desempenha um papel fundamental na regulação do peso e na manutenção dos níveis de açúcar no sangue”.
Pessoas com esta alteração genética têm naturalmente mais apetite e tendência a ter peso a mais.

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