quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Cuidado com os extremos
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Perigo: dietas milagrosas

Os produtos, mesmo os ditos naturais, na sua quase totalidade não apresentam uma composição química adequada, não são sujeitos a ensaios clínicos, e não há padronização da sua composição (a composição não bate certo com o rótulo).
Ao seguir uma dieta maluca não se aprende a comer. Como não ensinam a ter hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, não permitem manter o peso daí para a frente.
Quando se perde peso muito rapidamente, não se perde massa gorda mas músculo. Convém saber, que emagrecer não é perder peso, mas sim perder massa gorda.
Quanto mais rápido se perde peso, mais rápido e de uma forma brusca se aumenta depois a massa gorda. Quem não conhece alguém que perdeu 15kg e que depois aumentou 25Kg?
As promessas que estes produtos/ dietas fazem não passam de publicidade enganosa. Quando nos sentimos enganados, aumenta a nossa ansiedade e frustração.
Temos que ter consciência que não existem milagres, e que não se pode desejar emagrecer a qualquer preço. O preço não pode ser a nossa saúde.
Mentalize-se que aumenta de peso quando a energia que consome é superior à energia gasta. É preciso aprender a comer e a aumentar a actividade física. Alterar hábitos nem sempre é fácil, e por vezes demora um bocadinho... mas depois os resultados são duradoiros.
Pequenas mudanças no estilo de vida têm grandes efeitos.
Consulte um nutricionista, vai ser a ajuda individualizada e específica de que precisa.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Não há milagres
Helen Anderson, de 26 anos, morreu depois de durante alguns meses fazer uma dieta à base de sopa e água. A notícia é avançada pela BBC.
De acordo com as autoridades que investigaram a sua morte, Helen morreu devido a uma cetoacidose, uma reacção química criada pelo próprio metabolismo por falta de açúcar. «É uma espécie de envenenamento, que se desenvolve rapidamente, sem que as pessoas se apercebam», afirmou o chefe da investigação Terence Carney.
A cetoacidese é uma acidose observada essencialmente na diabetes e durante o jejum prolongado. Deve-se à acumulação no organismo de corpos cetónicos, produtos resultantes da desintegração dos lípidos utilizados em quantidade excessiva para as necessidades energéticas, em substituição dos hidratos de carbono cujo metabolismo está perturbado ou ausentes da dieta.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Emagrecer sem correr riscos
A busca do peso perfeito através de milagres pode ter consequências muito sérias.
Estão relatados muitos casos de doença hepática consequentes da toma de medicamentos, chás e produtos ditos naturais para emagrecer. Considera-se hepatite tóxica a lesão hepática causada por inalação, ingestão ou administração parentérica de agentes farmacológicos ou químicos. E neste caso também a proliferação de “produtos naturais”, pode ter consequências deletérias. Os produtos ditos naturais têm também que ser depurados pelo fígado.
Há pessoas mais predispostas a desenvolverem problemas. De uma forma geral as mulheres são mais propensas à hepatotoxicidade. A insuficiência renal, por dificultar a excreção de fármacos ou metabolitos, é uma predisponente óbvia. A obesidade modifica a distribuição e a metabolização de fármacos muito lipossolúveis,e predispõe à existência prévia de esteatose/esteatohepatite.
A proliferação das chamadas medicinas alternativas, e a crença generalizada que os produtos “naturais” são inócuos impedem que muitas vezes estas substâncias sejam consideradas como etiologia de reacções hepatotóxicas. Estão descritos vários casos de hepatotoxicidade causados por ingestão de substâncias derivadas de plantas. Uma referência especial para o sene, usado na prática clínica como laxante, e que pode causar dano hepático.
Existe uma dificuldade marcada para efectuar o diagnóstico, pois para além de apenas 40% dos utentes reconhecerem perante o seu médico que usam este tipo de produtos, a falta de regulamentação impede que, em termos práticos, seja muitas vezes impossível identificar a composição dos “chás” que o doente tomou.