A
busca pelo corpo perfeito leva a comportamentos insensatos: o número de
sites que defendem medidas drásticas de emagrecimento cresce a cada
dia. Protegidos pelo anonimato da Internet, eles promovem regimes
compulsivos e enaltecem doenças graves como a anorexia e a bulimia.
"Anas" e "mias", como se denominam as jovens de todo o mundo, que sofrem
desses dois distúrbios alimentares, usam a rede para trocar
experiências. Receitas de como ingerir menos de 300 calorias diárias,
como provocar o vómito e como combinar remédios e laxantes são
recorrentes nas comunidades em que elas se reúnem.
Muitas das pessoas que sofrem dos distúrbios acreditam, erradamente, que são anorécticas por escolha e que são poderosas porque detêm o controle sobre os próprios corpos. Outras referem-se ao distúrbio como algo que exerce um domínio incontestável sobre elas. Mas, ao mesmo tempo em que a Internet é usada para divulgar as ideias pro-ana e pro-mia, ela também é um espaço de luta contra os dois transtornos: há sites e fóruns onde pessoas que superaram a anorexia e a bulimia contam as suas histórias e apoiam quem enfrenta o problema.
É necessário estarmos atentos para não atingirmos o limite, pois do outro lado do limite está a morte.
Muitas das pessoas que sofrem dos distúrbios acreditam, erradamente, que são anorécticas por escolha e que são poderosas porque detêm o controle sobre os próprios corpos. Outras referem-se ao distúrbio como algo que exerce um domínio incontestável sobre elas. Mas, ao mesmo tempo em que a Internet é usada para divulgar as ideias pro-ana e pro-mia, ela também é um espaço de luta contra os dois transtornos: há sites e fóruns onde pessoas que superaram a anorexia e a bulimia contam as suas histórias e apoiam quem enfrenta o problema.
É necessário estarmos atentos para não atingirmos o limite, pois do outro lado do limite está a morte.