terça-feira, 1 de setembro de 2009

Longas distâncias II

Os nossos corpos são como carros: precisam de combustível para andar. No processo de corrida, queimam-se imensas calorias que só podem ser repostas através de uma alimentação adequada e muita água.
Os desportos de resistência, como a maratona, requerem dos seus praticantes 50% mais proteína do que um adulto sedentário. De uma forma simplificada, multiplique o seu peso por 1,3 para calcular as gramas de proteínas que necessita diariamente. Boas fontes proteicas são a carne, aves, peixe, ovos e lacticínios, bem como o tofu, nozes e feijão.
Os hidratos de carbono ajudam a manter os níveis de glicogénio no corpo - a gasolina que o corpo precisa nos desportos de resistência. A ingestão ideal para quem está a fazer um treino intensivo é multiplicar o seu peso por sete. Uma mulher de 60kg deverá consumir, assim, 420g. As melhores fontes de HC encontram-se em alimentos como o pão, os cereais, o arroz e o esparguete, bem como frutas, vegetais e lacticínios.
Finalmente, a gordura. Ao contrário da crença popular, o exercício não elimina os perigos associados a uma dieta rica em gorduras - se comer fast food 5 dias por semana, bem pode treinar e correr a meia maratona que isso não o irá prevenir de ataques cardíacos, trombose ou alguns cancros. O ideal é que, na sua alimentação diária, menos de 30% do total calórico seja gordura. Antes do treino, sobretudo, as refeição deverão ser muito limitadas em gordura.

O resto é paciência e determinação. Nos desportos de fundo não há vencedores nem vencidos - há os que cortam a meta e os que ficam pelo caminho.

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